10 ANOS

18 a 22 de novembro de 2015

10 anos de Balada

Caetano Veloso encontra Glauco Mattoso pessoalmente. Pela primeira vez. Nos bastidores da Balada Literária. O diretor Luiz Fernando Carvalho chora ao ler trechos do "Lavoura Arcaica". Ao seu lado, Raduan Nassar, autor do romance. Este, em raríssima aparição. Adélia Prado lê poesia e emociona a platéia da Alceu Amoroso Lima. Augusto de Campos sobe ao palco da mesma biblioteca e, depois de se apresentar com Adriana Calcanhotto, dá uma canjinha no show de Walter Franco. Lygia Fagundes Telles se encontra com Antonio Cândido que se encontra com o angolano José Luandino Vieira. Três prêmios Camões dentro de uma mesma pequena sala da Livraria da Vila. A filha de Carolina Maria de Jesus, Vera Eunice, fala o que foi ser personagem do clássico biográfico “Quarto de Despejo”. Arnaldo Antunes canta, à capela, a pedido de Lourenço Mutarelli, a canção “Meu Coração”. Sérgio Vaz chora. E Miró da Muribeca chora. Ao ouvirem o relato da escritora Geni Guimarães. O poeta Nelson Maca traz os tambores de Salvador para o centro do Centro Cultural b_arco. E a cantora Luna Pena nos banha de além-mar. Fabiana Cozza recebe cantores e compositores negros de nosso país. Celebramos a diversidade com Laerte, João Silvério Trevisan, Phedra de Córdoba, Fernando Noy e o saudoso chileno Pedro Lemebel. Emicida, em comecinho de carreira, improvisa ao lado do palhaço Hugo Possolo. Roberto Piva epifânico. João Gilberto Noll litúrgico. Tom Zé tropicalista. Paulo Lins sambista. Lirinha labiríntico. Wilson Freire protetor. Jomard Muniz de Brito, nosso terrorista poético. E o vampiro Mautner. E Gero Camilo megatamainho. O Teatro Oficina e o Anão do Caralho Grande do Plinio. E os meninos de Teresina. E as bandas alternativas. Muito rock, pop, punk. E o trio de senhoras guerreiras, Maria Vilani, Maurinete Lima e Raquel Trindade. Tanta coisa que aconteceu nesses dez anos da Balada Literária, ave, que é injusto deixar de fora alguma lembrança. É tanta emoção para pouco espaço. Resta agradecer, para valer, aqui, a todos os parceiros. Patrocinadores. Autores e autoras e artistas. Amigos e amigas que nos socorrem sempre. E entendem com que alma e força tocamos, todos juntos, a Balada – que não se deixa abalar por crises ou qualquer carência e falta. Porque temos afeto de sobra para trocar. E tocar em frente. Porque sempre é chegada a hora de a nossa estrela de cinema brilhar. Com a homenageada deste ano, a cineasta Suzana Amaral, chegamos, afinal, a dez anos de luta. Mas só estamos no começo. E com ainda mais ânimo, podem apostar. Vida longa à Balada Literária, salve e salve, amém, axé e saravá.

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